terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Teologia: Dicionário de Teologia Evangélica - ELWELL, Walter A. (org.) [Bibliografia Comentada]

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Está obra foi originalmente editada pela Baker Academic, braço acadêmico da Baker Publishing Group, publicada originalmente em inglês com o título Evangelical Dictionary of Theology,.

A Baker Academic tem sido amplamente reconhecida como uma das editoras evangélicas mais respeitadas no campo acadêmico, com forte compromisso com a ortodoxia cristã, o rigor intelectual e a centralidade das Escrituras. Seu catálogo inclui obras de teologia sistemática, bíblica, histórica e ética, utilizadas em seminários e universidades ao redor do mundo.

O fato de a obra ter sido publicada originalmente pela Baker Academic confere ao dicionário credibilidade acadêmica internacional. A editora é conhecida por submeter suas publicações a critérios rigorosos de curadoria teológica, especialmente em obras de referência, reunindo autores qualificados e representativos do evangelicalismo histórico.

A edição brasileira, publicada pela editora Vida Nova, mantém essa herança editorial, funcionando como uma ponte entre a produção teológica evangélica internacional e o contexto da igreja no Brasil.

O organizador desta grandiosa obra é Walter A. Elwell (falecido em março de 2025) foi um teólogo evangélico norte-americano e professor emérito do Wheaton College, amplamente reconhecido por seu trabalho como organizador de obras de referência teológica. Sua atuação concentrou-se em tornar a teologia evangélica acessível, fiel às Escrituras e academicamente responsável. Como organizador do Dicionário de Teologia Evangélica, ele reuniu especialistas de diversas áreas do evangelicalismo histórico, garantindo clareza conceitual, equilíbrio doutrinário e compromisso com a ortodoxia cristã. Sua atuação acadêmica sempre foi marcada pela convicção de que o rigor teológico deve servir à igreja, fortalecendo tanto o ensino quanto a vida cristã.

Síntese da Obra

A obra reúne centenas de verbetes escritos por estudiosos evangélicos de diferentes tradições e contextos culturais, oferecendo explicações claras, contextualizadas e muitas vezes acompanhadas de referências bibliográficas para aprofundamento. Isso torna o dicionário, ao mesmo tempo, acadêmico e acessível: seus artigos são suficientemente substanciais para uso em seminários e estudos avançados, mas também compreensíveis para leitores com interesse em teologia prática.

Uma das grandes forças do livro é sua ampla cobertura temática — de doutrinas clássicas (como Trindade, justificação, cristologia) a tópicos contemporâneos relevantes à igreja global — oferecendo visões equilibradas dentro do evangelicalismo histórico. A atualização constante da obra, especialmente na terceira edição, reflete o diálogo teológico atual e inclui perspectivas mais diversas, representando mudanças importantes no cenário do cristianismo mundial.

Críticas especializadas destacam que, embora centrado no ponto de vista evangélico, o dicionário busca explicar os termos com clareza e fidelidade bíblica, mostrando que mesmo temas complexos podem ser apresentados de forma didática sem perder profundidade.

Em resumo, o Evangelical Dictionary of Theology é um clássico moderno da literatura teológica evangélica: uma obra de consulta indispensável para quem deseja compreender melhor a fé cristã, sua linguagem e seus fundamentos doutrinários.

Um recurso para fortalecer fé e entendimento

Definição de termos: consulta rápida e confiável para esclarecer conceitos teológicos centrais.

Aulas e ensino: base segura para organizar conteúdos na EBD e em classes teológicas.

Pregação: apoio doutrinário para firmar o arcabouço teológico do texto bíblico.

Discernimento teológico: ajuda a compreender e dialogar com diferentes posições evangélicas.

Aprofundamento: indica bibliografia para estudos mais avançados.

Formação devocional: fortalece uma fé informada, sempre a serviço das Escrituras.


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Guedes, Ivan Pereira
Mestre em Ciências da Religião.
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Referências Bibliográficas

ELWELL, Walter A. (Org.). Dicionário de teologia evangélica. São Paulo: Vida

Nova, 2009.

Artigo Relacionado

Teologia: Bibliografia Comentada - Louis Berkhof (Teologia Sistemática) https://reflexaoipg.blogspot.com/2026/02/teologia-bibliografia-comentada-louis.html?spref=tw

Teologia-Verbete: Inspiração

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Inspiração é um termo teológico derivado do latim spiro (“soprar”), usado para descrever o processo pelo qual Deus guiou os autores das Escrituras. O que escreveram foi, ao mesmo tempo, fruto de suas próprias palavras e a própria Palavra de Deus. Deus “soprou” suas verdades por meio das mentes e personalidades de seus porta-vozes. Assim, por meio de escritos inspirados pelo Espírito, preservou um registro histórico e teológico de suas obras e o concedeu ao seu povo como meio de graça, para que confiassem nele e lhe obedecessem plenamente. Diante de nossa limitação e pecaminosidade, necessitamos dessa orientação e sabedoria divinas; a Escritura foi inspirada com esse propósito.

A inspiração não deve ser entendida como ditado mecânico, mas como a ação de Deus que envolveu integralmente os autores bíblicos em seus contextos históricos e pessoais. O resultado foi sempre a Palavra de Deus ao ser humano por meio do ser humano (2Tm 3.16; 2Pe 1.20–21), portando plena autoridade divina. Tecnicamente, aplica-se aos autógrafos (manuscritos originais), e não às cópias ou traduções. Muitos teólogos defendem a inspiração verbal (que alcança as próprias palavras) e plena (plenary, que abrange toda a Bíblia), posição que corresponde ao entendimento dos profetas, de Cristo e dos apóstolos, além de refletir a tradição histórica da igreja. Desde o Iluminismo, porém, tornou-se comum negar essa perspectiva, apontando supostas imprecisões e limitações da linguagem. Tais objeções, fundamentadas em pressupostos antissobrenaturalistas (rejeição da intervenção divina), podem ser rejeitadas como infundadas, visto que Jesus afirmou a plena confiabilidade das Escrituras (Mt 5.17–20).

 

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Referências Bibliográficas
BERKHOF, Louis. Teologia sistemática. São Paulo: Cultura Cristã, 2012
ELWELL, Walter A. (Org.). Dicionário de teologia evangélica. São Paulo: Vida
Nova, 2009
FERGUSON, Sinclair B.; WRIGHT, David F.; PACKER, J. I. (Orgs.). Novo dicionário de teologia. São Paulo: Hagnos, 2008
GRUDEM, Wayne. Teologia sistemática. São Paulo: Vida Nova, 2017
HODGE, Charles. Teologia sistemática. São Paulo: Hagnos, 2001
WARFIELD, Benjamin B. A inspiração e autoridade da Bíblia. São Paulo: Cultura Cristã, 2010
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Teologia-Verbete: Revelação
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Testemunho: Qualquer coisa, menos Deus: do ateísmo para a fé em Cristo

Adrienne Johnson cresceu em um lar secular, sem referências cristãs. Desde muito cedo, desenvolveu uma postura racionalista e rejeitou qualquer forma de fé, considerando a religião apenas um conjunto de mitos criados para dar sentido à vida. Tornou-se uma ateia convicta, crítica e hostil ao cristianismo.

Ao longo da juventude, viveu segundo essa visão de mundo: buscou significado em prazeres, relacionamentos e reconhecimento. Apesar de momentos de satisfação, foi consumida por um profundo vazio interior. Esse vazio se manifestou em comportamentos autodestrutivos, promiscuidade, dependências emocionais e uma depressão severa, acompanhada de pensamentos suicidas.

Mesmo cercada por amor familiar, Adrienne não conseguia encontrar sentido duradouro. Seu casamento, que parecia promissor, tornou-se o palco de sua crise mais profunda. Ao insistir em viver sem limites e sem esperança, destruiu sua própria estabilidade e, ao perder o marido, chegou ao fundo do poço.

Esse colapso foi o ponto de virada. Pela primeira vez, Adrienne admitiu que precisava de ajuda e que não conseguia mudar sozinha. Em um ambiente de apoio, foi desafiada a tentar algum tipo de prática espiritual — ainda que não acreditasse em Deus. Sua primeira oração foi honesta e crua: sem fé, sem reverência, apenas sinceridade.

Nesse processo de busca, experimentou diferentes caminhos espirituais, mas começou a perceber que algo estava mudando. Pela primeira vez, não estava apenas buscando alívio, mas a verdade. Foi nesse contexto que assistiu à peça Cartas de um Diabo a Seu Aprendiz, de C.S. Lewis. A obra a confrontou com a realidade do mal, da batalha espiritual e da graça de Deus, revelando que sua dor não definia quem ela era.

A partir daí, Deus passou a colocar pessoas em seu caminho — mentores, amigos e conselheiros — que, com paciência e amor, a conduziram ao evangelho. Sua fé não nasceu de um momento dramático, mas de um processo gradual, marcado por dúvidas, reflexão e honestidade. Ao ler o Evangelho de João, Adrienne encontrou uma verdade que ressoou profundamente em seu coração: Jesus não era apenas uma ideia religiosa, mas o próprio Deus que a chamava à vida.

Sua conversão foi um ato de rendição, não de certeza absoluta. Ela compreendeu que fé não é ausência de dúvidas, mas confiança em meio a elas. Em Cristo, encontrou sentido, identidade e esperança.

Hoje, Adrienne reconhece que sua vida ainda tem lutas, mas não é mais vazia nem desesperada. Ela testemunha que tudo o que tem de bom não é fruto de mérito pessoal, mas da graça de Deus. Sua história proclama que ninguém está longe demais, quebrado demais ou tarde demais para ser alcançado por Cristo.

Seu convite aos céticos é simples e pastoral: venham como estão. Não é preciso estar pronto, limpo ou forte. Basta estar disposto. Deus faz o resto.

 

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Referências Bibliográficas

Texto na integra em inglês - Anything but God – Adrienne Johnson’s Story https://www.cslewisinstitute.org/resources/the-side-b-stories-adrienne-johnson/

LEWIS, C. S. Cartas de um diabo a seu aprendizSão Paulo: Martins Fontes, 2005.

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LEWIS, C.S. – A abolição do homem https://reflexaoipg.blogspot.com/2022/01/lewis-cs-abolicao-do-homem.html?spref=tw

 C. S. LEWIS – Por Que Lemos?

https://reflexaoipg.blogspot.com/2023/07/c-s-lewis-por-que-lemos.html?spref=tw

Ler Contribui Para Uma Melhor Qualidade de Vida

https://reflexaoipg.blogspot.com/2022/01/ler-contribui-para-uma-melhor-qualidade.html?spref=tw

 

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Teologia: Teologia Sistemática de Louis Berkhof [Bibliografia Comentada]

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Louis Berkhof (1873–1957) foi um teólogo reformado e professor de teologia sistemática no Calvin Theological Seminary. Destacou-se por sua fidelidade à tradição confessional reformada e por sua notável capacidade de sistematizar, com clareza e rigor, os principais temas da fé cristã, tornando-os acessíveis ao contexto acadêmico e eclesiástico.

Nesse horizonte, sua obra é amplamente reconhecida como um dos marcos da teologia reformada do século XX. Publicada originalmente em língua inglesa em 1932 e posteriormente traduzida para o português pela Editora Cultura Cristã, tornou-se uma referência clássica no ensino teológico. Sua relevância reside, sobretudo, na exposição organizada, clara e abrangente das doutrinas centrais da fé cristã a partir da perspectiva reformada, sendo especialmente útil para estudantes iniciantes, bem como para pastores e pesquisadores que buscam uma compreensão sistemática e confiável da teologia cristã na perspectiva reformada.

Nesta obra o autor trata direta e sistematicamente de todas as questões clássicas da Doutrina da Escritura (Bibliologia).

Estrutura e conteúdo

·        Organização sistemática: Berkhof segue a tradição clássica da teologia sistemática, dividindo o estudo em grandes áreas: doutrina de Deus, antropologia, cristologia, soteriologia, eclesiologia e escatologia.

·        Clareza didática: O autor apresenta conceitos complexos de forma ordenada, com definições precisas e uso frequente de categorias teológicas tradicionais.

·        Interação com a tradição: Ele dialoga com teólogos como Calvino, Kuyper e Bavinck, consolidando a herança reformada.

Contribuições principais

·        Síntese teológica: A obra não é apenas um manual, mas uma síntese madura da teologia reformada, oferecendo ao leitor uma visão coesa da fé cristã.

·        Autoridade acadêmica: Tornou-se livro-texto em seminários reformados ao redor do mundo, pela profundidade e equilíbrio entre erudição e clareza.

·        Ênfase confessional: Berkhof escreve a partir de uma perspectiva confessional reformada, o que dá à obra um caráter referencial para comunidades que seguem essa tradição.

Aspectos Positivos

·        Rigor conceitual: Definições precisas e consistentes.

·        Exposição equilibrada: Evita polêmicas desnecessárias, mas não deixa de marcar posição teológica.

·        Utilidade prática: Apesar de ser acadêmica, a obra serve como guia para a pregação e ensino nas igrejas.

Fatores Limitadores

·        Contexto histórico: Escrita no início do século XX, não dialoga com questões teológicas mais recentes (como teologia da libertação, pós-modernidade ou debates contemporâneos sobre gênero e ciência).

·        Perspectiva confessional restrita: Por ser fortemente reformada, deixa de atender plenamente leitores de outras tradições cristãs.

·        Estilo denso: A linguagem é mais técnica e exige do leitor alguma familiaridade prévia com termos teológicos.

Relevância Contemporânea

Mesmo após quase um século, Teologia Sistemática de Berkhof continua sendo uma obra fundamental para quem deseja compreender a teologia reformada em sua forma clássica. É um texto que transmite segurança doutrinária, disciplina intelectual e fidelidade bíblica, servindo como ponto de partida para estudos mais avançados ou comparativos com outras tradições teológicas.

Conclusão

Berkhof oferece uma teologia sistemática sólida, confessional e didática, que marcou gerações e ainda hoje é indispensável para quem busca fundamentos da fé cristã na tradição reformada.

 

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Guedes, Ivan Pereira

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Referências Bibliográficas

BERKHOF, Louis. Teologia sistemática. São Paulo: Cultura Cristã, 2012

 

Teologia-Verbete: Revelação

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O termo “revelação” traduz o termo grego apokálypsis (ἀποκάλυψις), que significa “desvelar” ou “descobrir”. Biblicamente falando, revelação é o ato e o processo pelos quais Deus se dá a conhecer aos homens e aos anjos. Ele fez isso por meio de milagres, visões, sonhos, teofanias, do controle providencial da história, da consciência, de Jesus Cristo e das Escrituras.

Os teólogos têm falado de revelação geral por meio da natureza (isto é, da ordem criada), da consciência e da história dirigida providencialmente, e de revelação especial ou particular, principalmente em Cristo e nas Escrituras (Sl 19.1–6; Rm 1.18–20; 2.14–16; At 17.24–34; Jo 1.14–18). Assim, a revelação geral está igualmente disponível a todos os homens em todos os tempos e, embora por si só não possa salvar, é, ainda assim, tanto essencial quanto preparatória para a revelação especial.

 

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BERKHOF, Louis. Teologia sistemática. São Paulo: Cultura Cristã, 2012

ELWELL, Walter A. (Org.). Dicionário de teologia evangélica. São Paulo: Vida

Nova, 2009

FERGUSON, Sinclair B.; WRIGHT, David F.; PACKER, J. I. (Orgs.). Novo dicionário de teologia. São Paulo: Hagnos, 2008

GRUDEM, Wayne. Teologia sistemática. São Paulo: Vida Nova, 2017

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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Profetas: No Contexto Histórico Mundial

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Uma das táticas para minimizar o valor da Bíblia é restringi-la a tão somente um livro religioso. Este esforço tem como objetivo subliminar minimizar a Soberania de Deus. Mas quando examinamos a mensagem bíblica é fácil perceber que nada acontece no mundo sem a ação divina.

Em Gênesis é Deus quem trás à existência o mundo e todos os seres vivos, incluindo os seres humanos. Todas as nações têm suas origens a partir dos descendentes de Noé.

A origem da nação Israelita, longe de restringir a ação de Deus, apenas comprova que a História humana está a serviço do propósito soberano de Deus. É Deus quem dá origem e preserva a pequena nação israelita e a torna o Seu instrumento para que introduza o Salvador das nações – Jesus Cristo.

Mas é na literatura dos profetas que podemos ver repetidamente como Deus interage continuamente na História Mundial. A leitura dos profetas da história das nações é algo extraordinário. Apenas como um exemplo as profecias de Amós é composta a partir dos juízos de Deus sobre as nações e depois com Israel e Judá, em um testemunho contundente que todos os povos estão debaixo do escrutínio da justiça divina.

Portanto, as mensagens dos profetas não são abstrações religiosas de um único povo ou etnia, mas respostas concretas às circunstâncias políticas, sociais e religiosas não somente de Israel e Judá, mas de todas as nações, povos e etnias – conectando diretamente com o último imperativo de Jesus Cristo antes de sua ascensão: “Portanto, ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt 28.19–20).

O termo “nações” no grego é de abrangência ampla em seu sentido: Povos (grupos humanos organizados); Nações (entidades políticas ou culturais) e Grupos étnicos (definidos por língua, cultura, ancestralidade). De maneira que o imperativo de Jesus possui alcance universal, ecoando a teologia profética do Antigo Testamento: Deus é Senhor da história de todos os povos, e sua revelação e redenção não estão restritas a Israel (cf. Gn 12.3; Is 49.6; Am 9.7; Ap 7.9).

Profetas e os Impérios Mundiais

Os profetas bíblicos não falaram a Israel e Judá de maneira isolada ou abstrata, mas anunciaram a palavra do SENHOR em profunda interação com os acontecimentos políticos, militares e sociais que envolviam o Antigo Oriente Próximo. Assíria, Babilônia e Pérsia formam o pano de fundo histórico no qual a mensagem profética se desenvolve, revelando que Deus governa não apenas a história de Israel, mas também o curso dos grandes impérios mundiais. Isaías e Miquéias exerceram seu ministério durante o período de expansão do Império Assírio (séculos VIII–VII a.C.), interpretando a ascensão assíria como instrumento do juízo divino contra a infidelidade do povo, ao mesmo tempo em que afirmavam que esse mesmo império seria responsabilizado por sua arrogância e violência (Is 10.5–15; Mq 5.5–6). Jeremias e Ezequiel, por sua vez, profetizaram no contexto da hegemonia do Império Babilônico, oferecendo uma leitura teológica da queda de Jerusalém e do exílio não como mero fracasso político, mas como expressão do juízo de Deus sobre Judá, sem que isso anulasse a esperança de restauração e de uma nova aliança (Jr 25.8–11; Ez 36.24–28). Já Ageu e Zacarias atuaram sob a dominação do Império Persa, especialmente durante o reinado de Dario I, encorajando o povo que retornara do exílio a retomar a reconstrução do templo e a reorganização da vida comunitária, interpretando o favor persa como parte do agir soberano de Deus na história e antecipando uma restauração futura de caráter escatológico (Ag 1.1–8; Zc 4.6–10; 6.12–13).

Assim, a literatura profética demonstra que os impérios do mundo, embora exerçam poder real e concreto, permanecem subordinados ao governo de Deus e são apresentados como instrumentos temporários dentro de seus desígnios redentivos, reforçando a convicção de que a História Humana se desenrola sob o Senhorio absoluto de Yahweh.

Portanto, embora os profetas falassem em primariamente para Israel e Judá, suas mensagens transcendem fronteiras nacionais e se conectam com os grandes impérios da Antiguidade. Eles oferecem uma leitura teológica da história mundial, mostrando que o Deus de Israel é também o Senhor das nações.

Retomando o início deste artigo, a Bíblia contém uma mensagem Mundial, tendo em Israel e Judá seus instrumentos peculiares para que a Mensagem da Salvação por meio de Jesus Cristo pudesse ser realizada e proclamada para todas as nações, povos e raças.

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Referências Bibliográficas
ABERNETHY, Andrew T. The Book of Isaiah and God’s Kingdom: A Thematic-Theological Approach. Downers Grove: IVP Academic, 2016.
ACKROYD, Peter R. Historians and Prophets: Essays on the Prophetic Literature of the Old Testament. London: SCM Press, 1991.
ARMERDING, Carl E.; GASQUE, W. Ward (Ed.). A Guide to Biblical Prophecy. Eugene: Wipf and Stock, 2002.
BARTON, John. Oracles of God: Perceptions of Ancient Prophecy in Israel after the Exile. London: Darton, Longman and Todd, 1986.
HAYS, J. Daniel; LONGMAN III, Tremper. The Message of the Prophets: A Survey of the Prophetic and Apocalyptic Books of the Old Testament. Grand Rapids: Zondervan, 2010.
HESCHEL, Abraham J. The Prophets. New York: Harper and Row, 1962.
SEITZ, Christopher R. Prophecy and Hermeneutics: Toward a New Introduction to the Prophets. Grand Rapids: Baker Academic, 2007.
* Estas obras desenvolvem a argumentação de que a mensagem dos profetas não está restrita a Israel e Judá, mas também se estende às nações e ao cenário mundial da Antiguidade. Os autores procuram demonstrar como os profetas interpretaram os grandes impérios e a história universal sob a ótica da soberania de Deus.
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