sábado, 25 de julho de 2026

Sermão do Monte - A contracultura do Reino [As Bem Aventuranças - método MCJ]

Jesus assentado em pedra rústica no monte ensinando multidão 

As Bem Aventuranças

Introdução Geral

Poucos textos dos Evangelhos exerceram tanta influência sobre a compreensão da vida cristã quanto o chamado Sermão do Monte. Registrado em Mateus 5–7, esse grande discurso apresenta Jesus como Mestre que reúne seus discípulos e lhes revela os valores, as prioridades e o modo de vida daqueles que pertencem ao Reino de Deus. Aqui encontramos algumas das palavras mais conhecidas de Jesus: as Bem-aventuranças, o chamado para ser sal e luz, o ensino sobre a Lei, o amor aos inimigos, a oração do Pai Nosso, a confiança na providência de Deus, a regra de ouro e a parábola dos dois fundamentos.

Mas o Sermão do Monte não é simplesmente uma coleção de ensinamentos independentes. Jesus está formando uma comunidade. Está ensinando seus discípulos a enxergar a vida de uma nova maneira e, a partir dessa nova visão, a viver de uma nova maneira. Por isso, o Sermão do Monte não deve ser lido apenas como um conjunto de regras morais, mas como uma visão de mundo moldada pelo Reino de Deus.

Mas o Sermão do Monte não é simplesmente uma coleção de ensinamentos independentes. Jesus está formando uma comunidade. Está ensinando seus discípulos a enxergar a vida de uma nova maneira e, a partir dessa nova visão, a viver de uma nova maneira. Por isso, o Sermão do Monte não deve ser lido apenas como um conjunto de regras morais, mas como uma visão de mundo moldada pelo Reino de Deus.

Jesus não está apenas dizendo: "Faça isso". Ele está ensinando seus discípulos a enxergar a realidade a partir do Reino e a viver de acordo com aquilo que Deus está fazendo.

É nesse sentido que podemos compreender o Sermão do Monte como uma verdadeira contracultura do Reino. Ele confronta os valores que normalmente orientam a existência humana — poder, prestígio, riqueza, vingança, aparência religiosa, ansiedade e busca de reconhecimento — e apresenta uma nova maneira de viver, marcada pela humildade, pela misericórdia, pela pureza de coração, pela reconciliação, pela confiança em Deus e pelo amor aos inimigos.

O Sermão do Monte, portanto, não nos permite permanecer apenas como espectadores. Ele nos coloca diante de uma pergunta inevitável:

Como vive alguém que realmente pertence ao Reino de Deus?

Por que Jesus começa com as Bem-aventuranças?

É significativo que, na forma como Mateus organiza e apresenta o ensino de Jesus, o grande discurso (Sermão do Monte) comece não com uma lista de mandamentos, mas com uma sequência de declarações de bênção: "Bem-aventurados...". Essa escolha narrativa e teológica do evangelista é particularmente significativa à luz de seu propósito ao escrever para uma comunidade profundamente marcada pelas Escrituras veterotestamentárias e pela expectativa do Reino. Antes de apresentar os ensinamentos que orientarão a vida dos discípulos, Mateus nos conduz à declaração de quem são aqueles que pertencem ao Reino dos céus. Antes da prática, vem a identidade. Antes da missão, vem a transformação do coração "Bem-aventurados...".

As Bem-aventuranças constituem, assim, uma espécie de porta de entrada para o Sermão do Monte. Elas apresentam o perfil daqueles que pertencem ao Reino, e esse perfil é surpreendente: os pobres de espírito, os que choram, os mansos, os que têm fome e sede de justiça, os misericordiosos, os limpos de coração, os pacificadores e os perseguidos por causa da justiça.

Podemos afirmar que tudo aqui soa antinatural diante do padrão que a sociedade humana estabelece como ideal de uma vida feliz. O mundo costuma admirar os fortes, os que conquistam, dominam e conseguem controlar as circunstâncias. Jesus, porém, inicia de outro ponto: declara bem-aventurados aqueles que reconhecem sua necessidade, que choram, que são mansos e que têm fome e sede de justiça.

Desde o início, Jesus reorganiza nossas categorias. As Bem-aventuranças nos ensinam a enxergar a vida com os olhos do Reino e, por isso, não devem ser entendidas apenas como uma lista de virtudes que precisamos cultivar para merecer a bênção de Deus. Antes de tudo, elas são uma declaração de Jesus sobre aqueles que pertencem ao Reino: a graça vem primeiro, dela nasce a transformação, e a vida do discípulo passa a refletir a realidade do Reino ao qual pertence.

As Bem-aventuranças na história da interpretação

Ao longo da história da Igreja, as Bem-aventuranças foram interpretadas de diferentes maneiras. Em alguns períodos, foram entendidas principalmente como um ideal de perfeição espiritual, uma descrição das virtudes que deveriam caracterizar aqueles que desejavam seguir a Cristo de maneira mais profunda. Em outros contextos, receberam uma leitura mais moral e ética, sendo apresentadas como princípios de comportamento para a vida cristã.

A tradição reformada procurou enfatizar que as Bem-aventuranças não devem ser separadas da graça de Deus. Elas não constituem uma escada pela qual o ser humano sobe até alcançar o Reino, mas descrevem a vida daqueles que foram alcançados pela graça e agora vivem sob o governo de Deus.

Leituras mais contemporâneas também passaram a destacar a dimensão social e comunitária do ensino de Jesus, compreendendo as Bem-aventuranças como uma declaração que confronta os valores dominantes da sociedade. Nesse sentido, elas anunciam uma realidade alternativa: os pobres são vistos, os que choram não são esquecidos, os mansos não estão condenados ao fracasso, a justiça ainda importa, a misericórdia ainda é possível e a reconciliação ainda pode acontecer.

Essa perspectiva nos ajuda a compreender que as Bem-aventuranças não se limitam a indicar comportamentos que devemos adotar. Elas vão além: revelam uma maneira diferente de enxergar a realidade. Não são apenas instruções éticas, mas uma lente espiritual que nos permite perceber o mundo segundo os valores do Reino de Deus. Assim, mais do que dizer “faça isto” ou “evite aquilo”, Jesus nos convida a mudar o olhar — a reconhecer a graça, a valorizar a humildade, a perceber a justiça como fome e sede que só Ele pode saciar.

Jesus está formando nos seus discípulos uma nova imaginação da realidade.

É nesse ponto que diferentes intérpretes podem dialogar conosco. Calvino ressalta a profundidade teológica da humildade, da dependência e da graça. Lloyd-Jones conduz uma leitura cuidadosa, expondo cada Bem-aventurança e aplicando seu significado ao coração do discípulo. Brueggemann mostra como a Escritura molda uma nova forma de imaginar a realidade, desafiando narrativas dominantes de poder, sucesso e segurança. Stott apresenta o Sermão do Monte como expressão de uma vida contracultural, na qual o discípulo vive no mundo sem se conformar aos seus valores.

Essas vozes não substituem o texto, mas nos ajudam a ouvi-lo com mais clareza e profundidade.

Nossa proposta: caminhar com Jesus

É nesse ponto que nasce nossa proposta. Não buscamos simplesmente elaborar um comentário sobre o Sermão do Monte, nem reduzir as Bem-aventuranças a uma coleção de frases inspiradoras. Nosso propósito é caminhar calmamente pelo texto, permitindo que cada palavra nos conduza à presença de Cristo. Queremos ouvir Sua voz, deixar que a graça nos alcance e permitir que a verdade transforme nosso coração.

Vamos começar pelas Bem-aventuranças e avançar uma a uma. Cada declaração de Jesus será observada em seu contexto, examinada em suas palavras, relacionada ao restante das Escrituras e colocada em diálogo com diferentes intérpretes que, ao longo da história, ajudaram a Igreja a compreender esse texto.

Mas o objetivo final não será apenas compreender.

Será caminhar.

Por isso, adotaremos o Método MCJ — Caminhando com Jesus, uma proposta que procura conduzir o leitor em um movimento progressivo: primeiro, observar atentamente o que Jesus diz; depois, descobrir a realidade que Ele nos ensina a enxergar; em seguida, aprender o que esse ensino revela sobre Deus, o Reino e o discípulo; e, finalmente, viver, perguntando como essa verdade alcança nossa própria caminhada.

Observe

O que Jesus diz?

Descubra

Que realidade Jesus nos ensina a enxergar?

Aprenda

O que isso revela sobre Deus, o Reino e o discípulo?

Viva

O que significa caminhar com Jesus aqui?

Essa pergunta final nos acompanhará em cada etapa.

Não queremos apenas saber o que Jesus ensinou aos seus primeiros discípulos. Queremos descobrir como esse ensino continua confrontando nossa maneira de pensar, nossas prioridades, nossos relacionamentos e nossas escolhas.

O Sermão do Monte começa com uma palavra surpreendente:

"Bem-aventurados..."

E talvez o primeiro desafio seja justamente descobrir que a vida verdadeiramente feliz não é necessariamente aquela que o mundo considera bem-sucedida.

Jesus começa levando-nos a olhar para os pobres de espírito. Depois, para os que choram. Depois, para os mansos. E, passo a passo, Ele nos conduz para dentro da lógica do Reino.

Assim começa nossa caminhada.

Não como quem observa Jesus de longe, mas como discípulos que se aproximam, escutam sua voz e perguntam:

O que significa caminhar com Jesus aqui?

 

Utilização livre desde que citando a fonte

Guedes, Ivan Pereira

Mestre em Ciências da Religião.

me.ivanguedes@gmail.com

Outro Blog

Historiologia Protestante

https://historiologiaprotestante.blogspot.com/

 

Bibliografia Geral da Série

BRUEGGEMANN, Walter Theology of the Old Testament: Testimony, Dispute, Advocacy Minneapolis: Fortress Press, 1997

Sua abordagem ajuda a perceber a Escritura como testemunho que confronta as narrativas dominantes e forma uma nova maneira de imaginar e interpretar a realidade à luz da ação de Deus, contribuindo especialmente para nossa compreensão da dimensão contracultural do Reino

CALVINO, João As Institutas da Religião Cristã São Paulo: Cultura Cristã, 2006

Sua reflexão sobre o conhecimento de Deus e de nós mesmos oferece fundamento para compreender a humildade, a dependência da graça e a transformação do discípulo, elementos essenciais para a leitura das Bem-aventuranças

CALVINO, João Comentário sobre o Novo Testamento: Evangelho segundo Mateus, Marcos e Lucas São José dos Campos: Fiel, 2018

Sua exposição dos Evangelhos contribui para uma leitura teológica e expositiva do ensino de Jesus, relacionando o texto bíblico à graça de Deus e à formação espiritual daqueles que pertencem ao Reino

CARSON, D. A. O Comentário de Mateus São Paulo: Shedd Publicações, 2010

Oferece suporte para a compreensão do contexto literário, histórico e teológico do Evangelho de Mateus, auxiliando na leitura do Sermão do Monte dentro da narrativa maior do ministério de Jesus

FRANCE, R. T. The Gospel of Matthew Grand Rapids: Eerdmans, 2007

Contribui para compreender o Sermão do Monte dentro da narrativa do Evangelho de Mateus e da proclamação do Reino de Deus, ajudando a perceber a relação entre o ensino de Jesus e sua missão messiânica

GREEN, Joel B.; MCKNIGHT, Scot; MARSHALL, I. Howard (eds.) Dictionary of Jesus and the Gospels Downers Grove: InterVarsity Press, 1992

Oferece recursos históricos, literários e teológicos para compreender os conceitos, palavras e contexto da missão de Jesus, ampliando o horizonte interpretativo da série

LLOYD-JONES, D. Martyn Studies in the Sermon on the Mount Grand Rapids: Eerdmans, 1959–1960

Fornece o principal referencial homilético e expositivo da série, com uma abordagem progressiva e pastoral que permite caminhar cuidadosamente por cada Bem-aventurança e conduzir seu significado até o coração do discípulo

STOTT, John R. W. A Mensagem do Sermão do Monte: Contracultura Cristã São Paulo: ABU Editora, 1985

Ajuda a compreender o Sermão do Monte como expressão da vida contracultural do Reino de Deus, mostrando como os ensinamentos de Jesus confrontam os valores do mundo e moldam a existência prática do discípulo

TASKER, R. V. G. The Gospel According to St Matthew: An Introduction and Commentary Grand Rapids: Eerdmans, 1961

Contribui para uma leitura expositiva e contextual do Evangelho de Mateus, auxiliando a situar o Sermão do Monte em seu desenvolvimento literário e em sua perspectiva teológica

WRIGHT, N. T. Matthew for Everyone London: SPCK, 2002–2004

Oferece uma leitura acessível que destaca o Reino de Deus e a dimensão prática do discipulado, ajudando a aproximar o ensino de Jesus da vida cotidiana do leitor

Artigos Relacionados

Os Paradoxos da Felicidade nas Bem Aventuranças

https://reflexaoipg.blogspot.com/2017/08/os-paradoxos-da-felicidade-nas-bem.html?spref=tw

O Evangelho Vivencial

https://reflexaoipg.blogspot.com/2020/01/o-evangelho-vivencial-mateus.html?spref=tw

Apocalipse – Bem Aventurados os Mortos que Morrem no Senhor

https://reflexaoipg.blogspot.com/2018/09/apocalipse-bem-aventurados-os-mortos.html?spref=tw

Quem foi Mateus

http://reflexaoipg.blogspot.com/2017/01/notas-sobre-mateus.html?spref=tw

Crianças: Semeando a Boa Semente em Corações Pequenos

Frase Formando Crianças na Palavra de Deus centralizada

Pais, Educadores e Cuidadores

Desde o nascimento, o bebê já inicia seu processo de aprendizado. Ele reage a sons, luzes e ao toque, e essas primeiras interações são fundamentais para o desenvolvimento de suas conexões cerebrais. Cada olhar, sorriso ou balbucio é uma forma de comunicação e descoberta, mostrando que o aprendizado começa muito antes da criança falar ou andar.

Os primeiros três anos de vida são considerados o período mais intenso de desenvolvimento humano. Nesse tempo, o cérebro cresce de maneira acelerada e estabelece milhões de conexões, formando a base para habilidades cognitivas, emocionais e sociais. Até os cinco anos de idade, cerca de 90% da arquitetura cerebral já está formada, o que revela a importância de oferecer estímulos ricos e positivos nessa fase inicial.

O aprendizado acontece principalmente por meio das interações sociais. A relação com pais e cuidadores é essencial, pois é nesse vínculo que a criança encontra segurança para explorar o mundo. O chamado “serve and return” — quando o adulto responde ao gesto, olhar ou som da criança — fortalece o desenvolvimento cerebral e ensina que a comunicação é uma troca. Esse diálogo constante, mesmo em formas simples como cantar, brincar ou conversar, constrói as bases da linguagem, da confiança e da capacidade de aprender.

Assim, podemos afirmar que a criança aprende desde o primeiro dia de vida. Cada experiência, cada resposta recebida, cada ambiente em que é inserida contribui para moldar sua forma de pensar, sentir e se relacionar. Por isso, o papel dos adultos é oferecer um espaço de amor, estímulo e presença, ajudando a transformar essas pequenas descobertas em grandes passos para o futuro.

A Bíblia nos lembra da importância de ensinar nossos filhos sobre o Senhor desde cedo. Em Provérbios 22:6 lemos: “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele.”

Este versículo não é apenas um conselho — é uma promessa. Os primeiros anos são cruciais para construir uma base sólida de fé que os sustentará por toda a vida.

Deus estabelece o papel pedagógico dos pais: “Estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar-te” (Deuteronômio 6:6–7). Ensinar a Palavra de Deus não deve ser um evento isolado. É algo que deve ser tecido na vida diária — durante as brincadeiras, o descanso, as refeições e ao dormir. É uma caminhada contínua, marcada por amor e paciência.

Quando ensinamos sobre Jesus às crianças, estamos guiando-as ao Seu amor, à Sua verdade e ao Seu dom de salvação. Este é um dos presentes mais preciosos que podemos oferecer. Cada história bíblica lida juntos, cada versículo compartilhado, é uma semente que pode criar raízes e florescer em uma fé duradoura. Jesus sempre teve um cuidado especial pelas crianças: “Deixai vir a mim os pequeninos, e não os impeçais, porque dos tais é o Reino de Deus” (Marcos 10:14). Ele mesmo acolheu as crianças e mostrou como elas são importantes para o Reino de Deus.

Para Jesus, as crianças eram modelo da fé que Ele valoriza. Elas são capazes de compreender verdades espirituais profundas, por isso devemos começar cedo, com histórias simples e amorosas que revelam quem Deus é e como é o Seu Reino.

O apóstolo Paulo também reconheceu o valor de aprender as Escrituras desde a infância. Em seu último documento escrito a Timóteo ele o lembra:  E que desde a tua meninice sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação pela fé que há em Cristo Jesus” (2 Timóteo 3:15). A história de Timóteo é testemunho de como uma criança criada na Palavra pode crescer para liderar com sabedoria e fé firme.

As crianças precisam ouvir sobre Jesus — Seu amor, Seus milagres e Sua ressurreição. Quando contamos como Ele acalmou a tempestade, curou os enfermos e perdoou pecados, mostramos um Salvador real, presente e transformador. E isso é algo que até seus tenros coraçõezinhos podem compreender.

Você não precisa fazer um curso de teologia ou mestrado e doutorado para ensinar a Bíblia para seus filhos. Hoje há muitas bíblias em linguagem infantil, livros de histórias bíblicas e outros materiais didáticos que facilitam o ensino infantil. O que falta na verdade são pais e cuidadores comprometidos com esse propósito. Cada história foi escrita em tom simples e terno, especialmente para pequenos a partir dos 3 anos. Mas, embora sejam fáceis de entender, carregam verdades profundas e significativas baseadas na Escritura. Nossa esperança é que, ao lerem juntos, seus filhos se sintam seguros, amados e cercados pela bondade e graça de Deus.

Em um mundo cheio de ruídos e distrações, a Palavra de Deus é a única voz firme. Como diz o Salmo 119:105: “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho.”

A Bíblia é o guia que os filhos precisam para andar em sabedoria e verdade. E o melhor momento para que estes princípios sejam inseridos em suas mentes e corações é agora — em seus primeiros anos de vida.

Nunca subestime a capacidade uma criança crer. Leia as palavras de Jesus: “Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no Reino dos céus. Portanto, aquele que se humilhar como este menino, esse é o maior no Reino dos céus” (Mateus 18:3).

A fé das crianças é simples, sincera e profundamente confiante. Os pais e cuidadores, tem a responsabilidade prazerosa e privilegiada de nutrir essa fé e ajudá-la a crescer na graça e conhecimento de Cristo Jesus.

Que estas poucas palavras ajude você a plantar sementes de amor por Jesus no coração de seu filho. Que inspire momentos de proximidade, curiosidade e alegria enquanto crescem juntos na caminhada com Deus. E que cada história lida, cada versículo compartilhado, ajude a construir uma base duradoura de fé.

Que a cada dia seus filhos saibam que:

Eles são profundamente amados por Deus.

Jesus é seu Salvador e Amigo.

A Bíblia é verdadeira e cheia de vida.

Eles nunca são pequenos demais para fazer grandes coisas para o Reino de Deus.

 

Utilização livre desde que citando a fonte

Guedes, Ivan Pereira

Mestre em Ciências da Religião.

me.ivanguedes@gmail.com

Outro Blog

Historiologia Protestante

https://historiologiaprotestante.blogspot.com/




Sugestões Literárias

SOCIEDADE BÍBLICA DO BRASIL. A Bíblia das Descobertas. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2018

SOCIEDADE BÍBLICA DO BRASIL. A Bíblia da Criança. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2016

SOCIEDADE BÍBLICA DO BRASIL. Minha Primeira Bíblia. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2015

ZUCK, Roy B. Histórias Bíblicas para Crianças. São Paulo: Vida Nova, 2012

Artigos Relacionados

Artigos Relacionados

Crianças: Formando crianças na Palavra de Deus

https://reflexaoipg.blogspot.com/2026/07/criancas-formando-criancas-na-palavra.html

Compartilhando a Bíblia com as Crianças: José no Egito

https://reflexaoipg.blogspot.com/2020/03/blog-post_1.html

Compartilhando a Bíblia com as Crianças: A Criação

https://reflexaoipg.blogspot.com/2020/02/compartilhando-biblia-com-as-criancas_73.html

Compartilhando a Bíblia com as Crianças: Um Nome Especial

https://reflexaoipg.blogspot.com/2020/02/compartilhando-biblia-com-as-criancas_18.html?spref=tw

Crianças: Compartilhando a Bíblia – o que é Oração?

https://reflexaoipg.blogspot.com/2026/05/criancas-compartilhando-biblia-o-que-e.html

Compartilhando a Bíblia com as Crianças: José no Egito

https://reflexaoipg.blogspot.com/2020/03/blog-post_1.html

Compartilhando a Bíblia com as Crianças: A Criação

https://reflexaoipg.blogspot.com/2020/02/compartilhando-biblia-com-as-criancas_73.html

Compartilhando a Bíblia com as Crianças: Um Nome Especial

https://reflexaoipg.blogspot.com/2020/02/compartilhando-biblia-com-as-criancas_18.html?spref=tw

Crianças: Compartilhando a Bíblia – o que é Oração?

https://reflexaoipg.blogspot.com/2026/05/criancas-compartilhando-biblia-o-que-e.html

sexta-feira, 24 de julho de 2026

PODCAST REFLEXÃO BÍBLICA - O Evangelho Prometido: caminhada bíblico teológica pelo Antigo Testamento -1º Episódio

Logo de podcast com bíblia dourada e microfone antigo atrás

Uma conversa com Miles V. Van Pelt sobre o Antigo Testamento, a História da Redenção e Cristo

Apresentação: Ivan P. Guedes
Mestre em Ciências da Religião, teólogo, professor e pesquisador

Obra-base: A Biblical-Theological Introduction to the Old Testament: The Gospel Promised
Editor: Miles V. Van Pelt

Abertura: Olá! Seja muito bem-vindo ao Podcast Reflexão Bíblica.

Eu sou Ivan P. Guedes, Mestre em Ciências da Religião, teólogo, professor e pesquisador.

Hoje iniciamos uma nova série: O Evangelho Prometido — Uma caminhada bíblico-teológica pelo Antigo Testamento.

Para esta jornada, teremos como nossa principal referência a obra A Biblical-Theological Introduction to the Old Testament: The Gospel Promised, organizada por Miles V. Van Pelt.

Ao longo dessa caminhada, vamos percorrer o Antigo Testamento procurando compreender seus livros não como histórias isoladas, mas como partes de uma grande narrativa: a história da redenção. Para nos acompanhar nessa jornada, teremos como principal referência a obra A Biblical-Theological Introduction to the Old Testament: The Gospel Promised, organizada por Miles V. Van Pelt, que reúne a contribuição de diversos autores especializados no estudo do Antigo Testamento.

É com grande alegria que recebemos, neste primeiro programa, o próprio editor da obra que nos acompanhará nessa jornada.

Professor Van Pelt, seja muito bem-vindo ao Podcast Reflexão Bíblica!

Me. Guedes: Professor Van Pelt, antes de entrarmos diretamente na obra, gostaria que nossos leitores e ouvintes conhecessem um pouco melhor o senhor.

Sua trajetória acadêmica está profundamente relacionada ao estudo do Antigo Testamento e das línguas bíblicas. Como nasceu esse interesse? O que levou o senhor a dedicar sua vida acadêmica ao estudo das Escrituras do Antigo Testamento?

Miles V. Van Pelt: O interesse pelo Antigo Testamento nasce, em primeiro lugar, do reconhecimento de que não podemos compreender adequadamente a fé cristã sem compreender as Escrituras que formam o fundamento histórico e teológico sobre o qual o Novo Testamento está construído.

O Antigo Testamento é a primeira grande parte da história da revelação de Deus. É nele que encontramos a criação, a queda, a promessa, a aliança, a eleição de um povo, a instituição do sacerdócio, os sacrifícios, o reino, o exílio e a esperança da restauração.

Tudo isso constitui o cenário no qual a mensagem do Novo Testamento deve ser compreendida. Por isso, estudar o Antigo Testamento não é apenas estudar uma coleção de documentos antigos. É entrar na história da maneira como Deus revelou seu propósito redentor.

Por que uma nova introdução ao Antigo Testamento?

Me. Guedes: Existem muitas introduções ao Antigo Testamento. Algumas concentram-se nas questões históricas; outras discutem autoria, datação e composição; há aquelas que trabalham principalmente os aspectos literários e outras que procuram apresentar a teologia dos diferentes livros.

O que motivou o senhor e os demais colaboradores a produzirem uma obra como A Biblical-Theological Introduction to the Old Testament? O que significa, afinal, uma Introdução Bíblico-Teológica ao Antigo Testamento?

Miles V. Van Pelt: Uma introdução bíblico-teológica procura fazer algo que vai além da simples apresentação das informações introdutórias de cada livro.

Naturalmente, precisamos conhecer o contexto histórico, a estrutura literária e as características particulares de cada escrito. Mas essas informações não são um fim em si mesmas.

Todavia, há novas perguntas que merecem serem feitas: como este livro participa da história da revelação de Deus? Qual é o seu lugar na história da redenção? Como ele se relaciona com os demais livros das Escrituras? E, finalmente, como sua mensagem contribui para a compreensão do Evangelho?

Por essa perspectiva passamos a entender cada livro em seu contexto próprio, mas também dentro da unidade maior das Escrituras.

O Evangelho Prometido

Me. Guedes: Chegamos, então, ao título da obra: The Gospel PromisedO Evangelho Prometido.

Essa expressão chama imediatamente a nossa atenção. Quando pensamos em Evangelho, normalmente pensamos nos quatro Evangelhos do Novo Testamento. Como podemos, então, falar de Evangelho Prometido quando estamos estudando o Antigo Testamento? Em que sentido o Evangelho já estava presente nas Escrituras do Antigo Testamento?

Miles V. Van Pelt: O Evangelho não começa no Novo Testamento. O Novo Testamento apresenta o cumprimento daquilo que Deus havia prometido e desenvolvido ao longo da história da redenção.

Por esta razão podemos dizer que o Antigo Testamento é o Evangelho em sua forma prometida e antecipada.

Desde os primeiros capítulos de Gênesis, encontramos a realidade da queda e, ao mesmo tempo, a esperança da redenção. A promessa vai sendo desenvolvida progressivamente. Ela aparece nas alianças, nas promessas feitas aos patriarcas, na formação de Israel, no estabelecimento do reino, na instituição do sacerdócio e dos sacrifícios e na voz dos profetas.

Tudo isso prepara o caminho para a vinda daquele que cumprirá definitivamente as promessas de Deus. Por isso, podemos dizer:

O Antigo Testamento anuncia o Evangelho como promessa; o Novo Testamento apresenta o Evangelho como cumprimento.

A unidade das Escrituras

Me. Guedes: Essa afirmação nos leva diretamente a outra questão. Temos uma Bíblia formada por muitos livros, diferentes autores, diferentes épocas, diferentes contextos históricos e diferentes gêneros literários. Mas, ao mesmo tempo, afirmamos que existe uma unidade profunda nas Escrituras.

Como devemos compreender essa unidade? Podemos realmente falar de uma única grande história atravessando todo o Antigo Testamento?

Miles V. Van Pelt: Sim. Embora reconheçamos a diversidade dos livros bíblicos, precisamos também reconhecer a unidade da revelação.

Gênesis não está isolado de Êxodo. Êxodo não está isolado de Levítico. Os livros históricos não estão isolados dos profetas. Os Salmos dialogam com a história de Israel, e os profetas retomam as promessas e as alianças anteriores.

Existe uma continuidade. A Bíblia apresenta uma história que se desenvolve progressivamente. Podemos pensar nessa história como um movimento que parte da criação, passa pela queda, desenvolve a promessa e a aliança, avança para a redenção e o Reino, atravessa o exílio e aponta para a restauração e o cumprimento.

Cada livro acrescenta algo à compreensão dessa grande narrativa.

A história da redenção

Me. Guedes: Professor, gostaria de aprofundar justamente essa questão da história da redenção.

Quando observamos o Antigo Testamento, encontramos criação, queda, promessa, aliança, juízo, redenção, sacerdócio, sacrifícios, reino, exílio e restauração. Como todos esses acontecimentos se relacionam? Existe uma linha que conecta Gênesis a Malaquias?

Miles V. Van Pelt: A história da redenção é a história do propósito de Deus de redimir seu povo e restaurar sua criação.

Ela começa com a criação. Mas a entrada do pecado no mundo produz uma ruptura profunda. A humanidade se afasta de Deus, a criação é afetada e a morte entra na história.

Mas Deus não abandona seu propósito. A promessa de redenção surge imediatamente no contexto da queda e começa a avançar através da história. Deus chama Abraão, estabelece uma aliança, forma Israel, liberta seu povo do Egito, conduz Israel à Terra Prometida, estabelece a monarquia e promete uma linhagem real.

Mais tarde, o exílio se apresenta como juízo. Ainda assim, mesmo no juízo, Deus preserva a esperança. Os profetas anunciam um futuro de restauração. Portanto, a história do Antigo Testamento não é uma sequência de fracassos sem sentido. É uma história na qual Deus permanece fiel à sua promessa.

A centralidade de Cristo

Me. Guedes: Chegamos agora a uma questão fundamental para a leitura cristã do Antigo Testamento: Jesus Cristo.

Como devemos ler o Antigo Testamento à luz de Cristo? E, ao mesmo tempo, como podemos evitar uma leitura artificial ou alegórica, na qual simplesmente encontramos Jesus em cada detalhe do texto?

Como equilibrar uma leitura verdadeiramente cristocêntrica com o respeito ao significado original de cada livro?

Miles V. Van Pelt: Essa é uma questão muito importante, pois uma leitura cristocêntrica não significa ignorar o contexto original do texto. Precisamos primeiro compreender o que cada livro comunicava em seu próprio contexto histórico e literário.

Mas também precisamos reconhecer que o Antigo Testamento faz parte de uma história maior. Não podemos esquecer que a revelação é progressiva. O que começa como promessa vai adquirindo maior clareza ao longo da história.

Por isso, quando chegamos ao Novo Testamento, podemos olhar para trás e compreender de maneira mais completa aquilo que Deus estava realizando.

Cristo não deve ser inserido artificialmente no Antigo Testamento. Ele deve ser compreendido como o cumprimento da história que o próprio Antigo Testamento desenvolve.

Essa é uma diferença fundamental. Não estamos procurando Cristo em detalhes arbitrários. Estamos reconhecendo que a história da redenção encontra nele seu centro e seu cumprimento.

Aliança, Reino e Promessa

Me. Guedes: Na proposta da obra, percebemos a importância de conceitos como aliança, Reino de Deus, promessa e história da redenção.

Como esses conceitos ajudam o leitor a compreender a unidade do Antigo Testamento? Existe uma relação entre a estrutura pactual das Escrituras e a progressão da promessa do Evangelho?

Miles V. Van Pelt: Sim. As alianças são fundamentais para compreender a maneira como Deus estrutura seu relacionamento com seu povo e desenvolve suas promessas. A história bíblica não é aleatória. Deus age de maneira ordenada e progressiva. As alianças ajudam o leitor a perceber essa continuidade.

Ao mesmo tempo, o tema do Reino nos ajuda a compreender o propósito de Deus para sua criação e para seu povo. Pois, existe uma relação profunda entre Deus, seu povo, sua terra, seu Reino e suas promessas.

À medida que avançamos pelo Antigo Testamento, percebemos que essas promessas apontam para uma realidade que ainda aguarda seu cumprimento definitivo. E é justamente nesse ponto que o Novo Testamento nos conduz a Cristo.

Como utilizar esta obra?

Me. Guedes: A obra reúne diferentes estudiosos e percorre os livros do Antigo Testamento. Como o leitor deve utilizar este livro? Ele deve começar em Gênesis e seguir até o final ou pode consultar diretamente um determinado livro da Bíblia?

E qual foi o critério utilizado para organizar a contribuição dos diferentes autores?

Miles V. Van Pelt: O leitor pode utilizar a obra das duas maneiras. Ela pode ser lida progressivamente, acompanhando a ordem dos livros bíblicos. Nesse caso, o leitor terá uma visão panorâmica da história da redenção.

Mas também pode ser utilizada como uma ferramenta de consulta. Se alguém estiver estudando Isaías, por exemplo, poderá recorrer diretamente ao capítulo correspondente.

Nossa proposta foi oferecer ao leitor uma introdução que fosse útil tanto para o estudante quanto para o pastor, professor ou cristão interessado em compreender melhor o Antigo Testamento.

Uma caminhada pelo Antigo Testamento

Me. Guedes: Professor Van Pelt, a partir deste primeiro programa, iniciaremos uma longa caminhada. Começaremos em Gênesis. Depois passaremos por Êxodo, chegaremos a Levítico, caminharemos pelo deserto de Números e ouviremos novamente a voz de Moisés em Deuteronômio.

Entraremos na Terra Prometida, conheceremos os juízes e os reis, passaremos pelos Salmos e pela literatura sapiencial, ouviremos a voz dos profetas, atravessaremos o exílio e chegaremos às grandes expectativas messiânicas que encerram o Antigo Testamento.

Se o senhor pudesse oferecer uma única chave de leitura para alguém que está começando essa jornada conosco, qual seria?

Miles V. Van Pelt: Leia o Antigo Testamento como uma história. Mas não simplesmente como uma história sobre Israel. Leia-o como a história da ação de Deus na redenção.

Leia cada livro em seu próprio contexto, mas nunca o leia isoladamente. Pergunte sempre: onde este livro está situado na história da redenção? Que promessa está sendo desenvolvida? Como este livro se relaciona com aquilo que veio antes? E como prepara o caminho para aquilo que virá depois?

Ao fazer esse exercício, o leitor começará a perceber que o Antigo Testamento possui uma unidade extraordinária. E perceberá também que essa história está caminhando em direção a um cumprimento.

Uma palavra ao leitor

Me. Guedes: Professor Van Pelt, imagine que alguém está lendo (ouvindo) agora. Talvez seja um pastor, um professor de Escola Bíblica, um estudante de Teologia ou simplesmente um cristão que deseja compreender melhor sua Bíblia.

E pensa: "Por onde devo começar?" Que conselho o senhor daria?

Miles V. Van Pelt: Comece pela própria Bíblia. Leia. Observe. Procure compreender. Não tenha pressa. O Antigo Testamento é uma grande biblioteca, mas também é uma grande história.

Conheça seus livros. Observe suas conexões. Preste atenção às promessas. Observe as alianças. Acompanhe o desenvolvimento do Reino. Escute a voz dos profetas.

E, acima de tudo, permita que as Escrituras conduzam você à grande esperança que atravessa toda a história bíblica. O Evangelho foi prometido. E essa promessa é o fio que percorre a história da redenção.

Pausa para reflexão

Me. Guedes: Querido leitor e ouvinte, chegamos a um momento de pausa. Talvez esta seja uma boa oportunidade para fazermos uma pergunta simples: Como você lê o Antigo Testamento?

Quando abre suas páginas, você vê histórias isoladas, personagens, leis, guerras e profecias? Ou consegue perceber uma grande história se desenvolvendo diante de seus olhos?

Uma história que começa com a criação, passa pela tragédia da queda, recebe uma promessa, avança por meio das alianças, caminha através de um povo, encontra-se com reis, sacerdotes e profetas, passa pelo juízo e pelo exílio e continua apontando para uma esperança: a esperança do Messias, a esperança da redenção, a esperança do Evangelho.

Talvez esta seja uma das primeiras grandes descobertas que faremos nesta caminhada: O Antigo Testamento não é o Evangelho cumprido. É o Evangelho prometido.

E é justamente essa promessa que iremos acompanhar.

Encerramento da entrevista

Me. Guedes: Professor Van Pelt, muito obrigado por estar conosco neste primeiro programa.

Obrigado por nos ajudar a abrir esta grande janela para o Antigo Testamento.

A partir deste momento, iniciaremos uma caminhada que será longa, mas profundamente significativa. Vamos percorrer os livros do Antigo Testamento, conhecer seus autores, observar seus contextos, descobrir suas estruturas, aprender seus temas teológicos e procurar compreender como cada parte participa da grande história da redenção.

Muito obrigado pela sua participação.

Conclusão

Ivan P. Guedes: E assim chegamos ao final do nosso primeiro programa. Hoje começamos nossa caminhada conhecendo a proposta de O Evangelho Prometido.

Ainda não entramos propriamente em Gênesis. Antes, precisávamos compreender o caminho que percorreremos. Precisávamos perguntar: Como devemos ler o Antigo Testamento? Como seus livros se relacionam? Como a promessa se desenvolve ao longo da história? E como essa história aponta para Cristo?

Nos próximos programas, deixaremos essa visão panorâmica e começaremos a caminhar livro por livro.

Nossa primeira parada será em Gênesis.

Ali, no princípio de todas as coisas, encontraremos a criação. Encontraremos a queda. Encontraremos a promessa. E encontraremos as primeiras sementes daquela esperança que atravessará toda a história bíblica.

Uma promessa que, ao longo das Escrituras, continuará crescendo até que, um dia, a promessa se encontrará com o cumprimento.

Por isso, eu convido você a continuar caminhando conosco.

Eu sou Ivan P. Guedes.

Este é o Podcast Reflexão Bíblica.

E esta foi a nossa primeira caminhada por O Evangelho Prometido.

Até o nosso próximo encontro.

 

Utilização livre desde que citando a fonte

Guedes, Ivan Pereira

Mestre em Ciências da Religião.

me.ivanguedes@gmail.com

Outro Blog

Historiologia Protestante

https://historiologiaprotestante.blogspot.com/



 


Referência bibliográfica

VAN PELT, Miles V. (ed.). A Biblical-Theological Introduction to the Old Testament: The Gospel Promised. Wheaton: Crossway, 2016

Próximo programa

Gênesis — O Evangelho Prometido no Princípio

Apresentação: Me. Ivan P. Guedes
Obra-base: A Biblical-Theological Introduction to the Old Testament: The Gospel Promised
Série: O Evangelho Prometido — Uma caminhada bíblico-teológica pelo Antigo Testamento

Artigos Relacionados

Literatura Histórica do Antigo Testamento: Introdução

http://reflexaoipg.blogspot.com.br/2016/08/literatura-historica-do-antigo.html

Visão geral dos livros do Primeiro Testamento

https://reflexaoipg.blogspot.com/2018/10/visao-geral-dos-livros-do-primeiro.html

Quadro Comparativo dos Cânones do Primeiro Testamento

http://reflexaoipg.blogspot.com.br/2016/02/quadro-comparativo-dos-canones-do.html

VT - Os Livros Pseudoepígrafos

http://reflexaoipg.blogspot.com.br/2016/09/vt-os-livros-pseudepigrafos.html

História do Antigo Israel: Uma Revisão desde a Divisão do Reino – Judá

http://reflexaoipg.blogspot.com.br/2016/12/historia-do-antigo-israel-uma-revisao.html

História do Antigo Israel: Uma Revisão desde a Divisão do Reino – Israel

http://reflexaoipg.blogspot.com.br/2016/09/historia-do-antigo-israel-uma-revisao_30.html

Pentateuco: Introdução Geral

https://reflexaoipg.blogspot.com/2016/02/pentateuco-introducao-geral.html