quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Natal: O que virá a ser este Bebê? (Apocalipse 1.5)



            Quando uma criança nasce seus pais, familiares e amigos não fazem a mínima ideia do que ele virá a ser quando crescer. Há muitos planos, principalmente dos pais, mas são apenas suposições e expectativas – se elas se concretizaram somente os dias futuros poderão atestar.
            A jovem judia Maria se preparava para casar-se e tudo já estava acertado, o contrato de casamento havia sido estabelecido e em pouco tempo seu marido legal, porém ainda não de fato, viria busca-la e então o casamento se concretizaria. Mas um dia lhe apareceu um anjo e lhe comunicou que Deus a havia escolhido para dela gerar o Salvador. A partir daquele momento tudo na vida da jovem Maria mudou.
            Já na companhia de José, que a acolheu orientado por Deus, são obrigados mediante um decreto do Imperador Romano a empreenderem uma viagem longa e cansativa até sua cidade (vila) de origem. Chegando na pequena Belém da Judeia a jovem grávida sente as contrações do parto e ali, improvisados em uma estrebaria ela concebe um menino. Ainda extenuada pelo grande esforço do parto natural Maria pega pela primeira vez o menino Jesus em seus braços e enquanto ela o amamenta pela primeira vez o contempla e pensa: o que será deste menino? Como Deus haverá de realizar seus planos eternos na vida dele?
            Algumas pistas foram sendo dadas à Maria e José sobre o que veria a ser aquela criança. Os primeiros foram os pastores que haviam testemunhado o coral angélico e testemunham aos pais o que os anjos cantaram sobre aquele menino e Maria “guardou todas estes testemunhos em seu coração (Lc 2.19). Outros testemunhos vão sendo acrescentados sucessivamente: “Ele reinará sobre a casa de Jacó para sempre; o seu reino nunca acabará” (Lc 1.33); “Hoje, na cidade de Davi, um Salvador nasceu para vocês; ele é o Cristo, o Senhor” (Lc 2.11); e algumas não tão positivas – “Uma espada também perfurará sua própria alma” (Lc 2.35). Maria tinha muito em que pensar sobre aquele bebê em seus braços!
            Diferentemente das narrativas evangélicas, que tratam do nascimento e ministério de Jesus, o livro do Apocalipse é elaborado para nos apresentar o Jesus Cristo glorificado. De fato, não é o Jesus Cristo que as pessoas em geral gostam de pensar. O Jesus que emerge das páginas do Apocalipse está assentado em seu trono e reina soberanamente e efetuara o juízo sobre todos os habitantes da terra. Ainda nos primeiros versos de abertura do livro temos uma referência sobre Jesus Cristo, o mesmo bebê que Maria havia segurado em seus braços, mas que agora tornou-se tudo aquilo para o qual Ele havia nascido: “Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dentre os mortos e o príncipe dos reis da terra” (Ap. 1.5). certamente Maria já havia falecido quando João registra este testemunho glorioso sobre quem é Jesus.
            Portanto, o natal cristão não celebra um simples nascimento de um menino-deus que veio ensinar algumas coisas boas às pessoas e depois de ser covardemente traído e morto em uma cruz – se transformou em um mártir da paz. O natal cristão bíblico é MUITO MAIS do que essa ideia comercializada barata e vulgar. O Natal cristão bíblico CELEBRA o nascimento de “Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dentre os mortos e o soberano dos reis da terra”. Creio que está perspectiva apocalíptica do Natal deve nos levar a uma reflexão muito mais profunda sobre o real e verdadeiro sentindo do Natal. Essas três frases devem nos ajudar a compreender e apreender a verdadeira identidade do bebê nascido na pequena vila de Belém e que foi seguro e amamentado pela primeira vez pela jovem Maria. Quem é essa criança?
Ele é Fiel - “Jesus Cristo, que é a fiel testemunha”. Uma das coisas mais difíceis nos dias atuais é encontrar alguém em que de fato e de verdade podemos confiar e principalmente confiar a nossa própria vida. Em uma Sociedade movida a fake news descobrir quem fala a verdade e em que podemos confiar é um tremendo desafio. Mas João declara com todas as letras que podemos confiar plena e totalmente em Jesus Cristo, pois Ele é “fiel” e seu testemunho e cada uma de suas palavras, que foram registradas, são imutavelmente verdadeiros. Quando Jesus fala, ele fala apenas a verdade. Quando interrogado por Pilatos, momentos antes de ser condenado e morto na cruz, Jesus faz essa declaração: “Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz” (João 18.37). Ele foi fiel até a morte e morte de cruz e Ele revelará a verdade no final – toda mentira, por mais bonita e resplandecente que possa parecer, será lançada no inferno com o diabo, pai da mentira, e seus anjos.
            Portanto, o Natal cristão bíblico é uma questão de Verdade ou Mentira. Toda pessoa tem que lidar com essa questão fundamental sobre Jesus - posso confiar nele? Algumas pessoas responderão sim, outras dirão não. Este é o ponto de partida, mas também é o ponto final de todas as demais questões que envolvem nossa vida aqui e na eternidade. A Bíblia contém 318 afirmativas (versículos) que declaram que Jesus Cristo voltará em poder e glória – muitos dizem: “não vou me preocupar com isso, pois não vai acontecer” e você o que diz? João e milhões de pessoas têm crido em Jesus por todos esses séculos, pois Ele é a fiel testemunha – Ele é a Verdade e a Vida.
Ele tem todo o Poder – “Jesus Cristo, que é o primogênito dentre os mortos”. Posso confiar a minha vida plenamente a Jesus porque Ele venceu a morte – Ele ressuscitou. Ele é o primogênito de milhares de milhares que com Ele também haverão de ressuscitar no último dia! Em seu ministério terreno Jesus ressuscitou algumas pessoas – mas todas elas vieram a morrer novamente. Mas quando Jesus ressuscitou, deixou aquele túmulo vazio para nunca mais retornar. Para consolar o coração de Maria pela perda de seu irmão Lazaro o Senhor declara a ela: “Eu sou a ressurreição e a vida e todo aquele que crer em mim, ainda que morra, viverá” – a ressurreição de Jesus é a declaração definitiva da vitória da vida em relação à morte. Por isso Paulo e todos os cristãos do primeiro século e de todos os séculos até hoje podem cantar com toda convicção: “Tragada foi a morte na vitória. Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?”. Nosso último inimigo foi completamente derrotado por Jesus Cristo na sua ressurreição (I Co 15.26). Para todo o cristão a morte não é mais um prejuízo, mas lucro – não inspira mais medo – mas a expectativa da vida eterna e da glória celestial. Era essa viva esperança que sustentava os cristãos nos Coliseus romanos e essa convicção da vitória sobre a morte que impactava violenta e profundamente a vida daqueles que ali testemunhavam suas mortes atrozes.
            Portanto, o natal bíblico celebra não apenas o nascimento de Jesus, mas sua completa vitória sobre a morte, pois Ele é o “primogênito dentre os que morreram e ressuscitaram”. Posso descansar plenamente em Jesus Cristo, pois Ele tem todo o poder aqui e na eternidade.  A vida, a salvação e a eternidade estão Nele!
Ele é soberano – “Jesus Cristo, que é o soberano dos reis da terra”. A palavra “soberano” significa que Ele é a autoridade máxima sobre todos os governantes da terra. Ele não é apenas mais um rei/governante – o seu domínio se estende sobre toda a terra. Todos terão que prestar contas a Jesus Cristo. Todos os governos se originam de poderes humanos, mas a soberania de Jesus emana do próprio Deus eterno – o Criador e Sustentador de todas as coisas. Todo governo humano tem um inicio e um fim – mas o Governo de Jesus não tem inicio e nem fim – pois Ele é Soberano desde a eternidade e por toda a eternidade – Jesus Cristo é o Alfa e o Ômega, o Principio e o Fim.
            O ser humano em sua arrogância e estultícia pensam que são os senhores do mundo. Onde estão os imperadores romanos? Mortos. E seu grande império? Desapareceu. Mas dois mil anos depois, a Igreja de Cristo permanece viva e ativa sobre a terra e nada e ninguém a pode destruir, pois o Senhor da Igreja é o Soberano sobre toda a terra. Os Obama, Putin, Sarkozy, Merkel, Temer e Bolsonaro passaram – desapareceram, mas o Senhor Jesus Cristo e Seu Reino permaneceram para sempre!
            Aos olhos nus parece que tudo está perdido. A violência, a corrupção, a maldade parece que prevalecera no mundo. Quando olhamos em volta temos a falsa sensação de que Satanás é quem governa os reis da terra. Mas saiba que isso não permanecera assim. Satanás está submetido aos propósitos de Deus e temporariamente, pois em breve – muito mais breve do que muitos pensam – Jesus retornará ao palco mundial. As mesmas mãos que um dia foram cravadas na cruz – essas mesmas mãos governara o mundo. O Cordeiro reinará pelos séculos dos séculos e seu governo não terá fim. Ainda que nossos olhos não consigam ver agora – esteja certo de que Jesus Cristo é o “Soberano sobre todos os reis da terra”. É assim que a História humana será concluída – é disso que trata o livro do Apocalipse. Quer saber como a História termina – leia o Apocalipse.
            Portanto, o natal bíblico é a declaração e a celebração da Soberania de Jesus Cristo sobre tudo e sobre todos. Os acontecimentos singelos do nascimento de uma criança em uma vila da Judeia e num humilde estábulo, jamais despertaria o interesse da grande mídia. Com exceção de Herodes, nenhum outro rei da terra tomou conhecimento desse acontecimento. Mas aquele bebê surpreendeu e continua surpreendendo o mundo inteiro. Por onde Seu Evangelho é proclamado pessoas são transformadas e o servem com alegria.
            Que nesse natal você possa reconhecer Jesus Cristo como Senhor e Salvador de sua vida. Que nesse natal você possa confiar sua vida a Ele! Porque:
Jesus Cristo é fiel!
Jesus cristo é poderoso!
Jesus Cristo é soberano!

Utilização livre desde que citando a fonte
Guedes, Ivan Pereira
Mestre em Ciências da Religião.
me.ivanguedes@gmail.com
Outro Blog
http://historiologiaprotestante.blogspot.com.br/


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terça-feira, 30 de outubro de 2018

Leitura & Reflexão Bíblica: Gênesis Capítulo 1



Síntese do Capítulo 1
O fundamento de uma fé cristã genuína está no conhecimento daquilo que Deus se revela e de uma comunhão pessoal com Ele. O escritor do primeiro livro bíblico inicia com um relato geral da atividade criadora de Deus, emoldurando essa atividade em etapas que perfazem um dia da semana. Ao final das atividades criadoras e ter formado o ser humano (macho e fêmea) à sua imagem e semelhança, Deus contempla e se alegra com toda Criação por Ele trazida à existência e declara, e o escritor utiliza um superlativo, que tudo quanto Ele criou é muito bom, ou seja, bom em todos os sentidos: útil, ajustado à medida, adequado ao fim a que se pretende, reto, ético, formoso, amável. Tudo quanto Deus criou é perfeitamente harmonioso e habilitado para executar seus propósitos eternos. É neste palco que se desenvolvera a História humana.
Reflexões do Capítulo 1
v  Esse primeiro capítulo em perfeita harmonia com o restante da narrativa e com todas as literaturas do Primeiro e Segundo Testamento, nega veementemente o ateísmo, pois ele declara a existência de Deus; nega o politeísmo em suas várias formas e mais particularmente o conceito de dualidade de poderes eternos equivalentes (bem e mal), pois declara que há um único Criador Eterno; nega o materialismo, pois afirma que Deus existe antes da Criação (matéria); nega o panteísmo, pois ensina que Deus existia antes de criar todas as coisas, e vive independentemente dela; nega o fatalismo, pois envolve a liberdade do Ser Eterno.
v  A leitura desse primeiro capítulo de Gênesis é uma brisa refrescante para a mente e o coração do crente. No meio deste aparente caos em que vivemos há um Deus que não apenas trouxe a existência, mas continua agindo e interagindo com sua criação e com a História humana.
v  No verso 26 desse capítulo temos o plural majestoso indicando a participação efetiva da Trindade (Pai, Filho e Espírito) na formação do ser humano. E que somente esse ser humano, entre tudo que foi criado, é capaz de se relacionar com Deus, pois somente o ser humano foi feito à imagem e semelhança do Criador. Os dois termos utilizados juntos faz entender que o ser humano, antes da queda, reflete de fato o seu original que é o próprio Deus. O ser humano, sem a deformidade produzida pelo pecado, reflete Deus em tudo (sua sabedoria, sua capacidade de decisão, seu domínio da criação, sua bondade, seu amor). Todas as características espirituais e morais do ser humano refletem em seu semblante como um espelho da alma. A História humana somente encontra sentindo nesse diálogo aqui iniciado entre Deus e aqueles que são capacitados para compreender o projeto Dele e comprometer-se com Ele.
v  Na grande maioria das religiões o ser humano é um subproduto, algo que foi criado para ser subjugado pelos deuses e servi-los em suas necessidades cotidianas (inclusive sexuais), mas aqui em Gênesis o ser humano é formado para “reinar”, ser “corregente” sobre toda a criação (o Ap. Paulo resgata essa ideia ao declarar que em Cristo seremos coerdeiros  de todas as coisas); ser um “parceiro” ou como Abraão foi chamado – um “amigo” de Deus.
v  A raça humana, não é resultante de um processo aleatório e acontecimentos fortuitos, mas Adão e Eva foram formados de acordo com a vontade premeditada e expressa de Deus – “façamos”. Por está razão a nossa vida não se constitui de acidentes aleatórios (sorte, azar) mas estamos inseridos dentro do propósito eterno de Deus, que se revela plenamente em Cristo Jesus.  
v  No ato da criação Deus imprimiu sua imagem e semelhança igualmente no homem e na mulher – ontológica e biológica. São três frases em que se usa seguidamente o verbo “bara” utilizado com muita economia em toda a Escritura, portanto, sua repetição enfatiza a singularidade absoluta do ser humano, como algo distinto do restante da criação. Ambos provem igualmente de Deus e tem a mesma dignidade do perfeito reflexo de Deus. Nesses dias em que o ser humano se rebaixa se assemelhando aos animais e chamando-os de irmãos, no texto bíblico o ser humano é elevado em grau máximo à semelhança com Deus. E João escreve sua carta declarando que aqueles que creem já são tornados filhos de Deus, mas ainda não sabemos como seremos, mas quando Ele vier (Parousia) seremos semelhantes a Ele, pois finalmente o veremos como Ele realmente é (I João 3.2).
v  “Macho e fêmea Ele os criou” – somente na completude do casal há geração de vida e a transmissão da imagem e semelhança com Deus. Sem qualquer um deles não haveria História humana. “Deus os abençoou” e continuou abençoar (ideia do verbo) igualmente, pois sem um o outro não pode gerar vida. Essa geração não é decorrente da semelhança com Deus, mas sim provém da bênção dispendida por Deus. Por esta razão, nos dias antigos de Israel, o fato do casal não poder gerar filhos passou a ser interpretado como “maldição” ou “desaprovação” divina, mas é uma distorção do contexto bíblico, pois a causa da esterilidade é a consequência da entrada do pecado e consequente queda da raça humana. Deus se especializou em vivificar úteros mortificados – fazendo lembrar que a vida é decorrente de sua bênção e não somente da capacidade reprodutiva humana.
v  Descansou Deus de tudo quanto havia feito. Tudo está concluído no que concerne à Criação (nos faz lembrar as palavras de Jesus na cruz – tudo está consumado – concernente à Nova Criação). Terminada a atividade criadora Deus continua ativo e em perfeita inteiração com tudo que foi criado por meio de Sua providência (Meu Pai trabalha até agora, disse Jesus – João 5.17). E como nosso modelo devemos ser seres ativos, mas reservarmos um tempo para descanso, onde nos voltamos para o nosso Deus em adoração e louvor.
v  Ao menos dois sentimentos devem ser produzidos em nós quando lemos esse primeiro capítulo de Gênesis: a) privilégio - somos a obra prima da Criação efetuada por Deus; b) humildade - somos totalmente dependentes da vida que vem de Deus.
A nós somente cabe fazer parte do coral celestial:
"Ó Senhor, digno é de receber a glória, e a honra, e o poder,
porque o Senhor criou todas as coisas.
Elas foram criadas e chamadas à existência
por um ato da sua vontade" (Ap 4.11).



Utilização livre desde que citando a fonte
Guedes, Ivan Pereira
Mestre em Ciências da Religião.
me.ivanguedes@gmail.com
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Historiologia Protestante

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Referências Bibliográficas
ARANA, Adnrés Ibánez. Para compreender o livro do Gênesis. Tradução Pedro Lima Vasconcellos. São Paulo: Paulinas, 2003.
CONSTANCE, M. T. M. Explorer’s Bible Study: Genesis. 2000.
DATTLER, Frederico. Gênesis – texto e comentário. São Paulo: Paulinas, 1984. [Coleção comentários bíblicos].
GRONINGEN, Gerard Van. Criação e consumação – o reino, a aliança e o mediador. V. 1. Tradução Denise Meister. São Paulo: Cultura Cristã, 2002.
KIDNER, Derek. Gênesis – introdução e comentário. São Paulo: Edições Vida Nova e Editora Mundo Cristão, 1991.
LAW, Henry. O evangelho em Gênesis. São Paulo: Editora Leitor Cristão, 1969.
LIVINGSTON, George Herbert. O livro de Gênesis. Tradução Luís Aron de Macedo. Rio de Janeiro: CPAD, 2005. [Comentário Bíblico Beacon, v. 1].