terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Profetas: Os Doze Notáveis - Chart


O livro de Oséias
Mensagem
O amor fiel de Deus para com um povo infiel
Divisões
Pecados Morais de Gomer


Pecados Nacionais de Israel
Pecados Internacionais de Israel
Promessa da Ruína de Israel
Promessa de Restauração de Israel
1                    3
4                    6
7                    8
9                 11
12               14
Tópicos
Adultério Físico
Adultério Espiritual
Tragédia Pessoal
Transgressão Nacional
Ouvintes
O Reino Norte de Israel
Tempo
Aproximadamente 755-725
Autor
O Profeta Oséias
Versos Relevantes
2.9-20; 3.1; 11.1-12
Cristo em Oséias
O fato de Jesus menino (criança) retornar do Egito, para onde havia sido levado para fugir da ira mortal de Herodes, identifica-se com Israel que for a tirado (chamado para fora) quando do êxodo (11.1, cf. Mt 2.15). Na ação amorosa de Oséias quando busca (redime) Gomer do mercado de escravos exemplifica Cristo que amorosamente redime o pecador, que por si mesmo não poderia ser salvo (sair da condição de pecador).

O livro de Joel
Mensagem
Arrependei-vos, porque o dia do senhor está próximo.
Divisões
O Dia do Gafanhoto
O Dia do Senhor
O julgamento das nações
A bênção da nação de Deus

1                    1
2                    2
3.1           3.17
3.18        3.21

Tópicos
Invasão dos Gafanhotos
Descrição dos Gafanhotos
Vale da Decisão


Joel Fala
Deus Fala

Ouvintes
Judá e Jerusalém
Tempo
Aproximadamente 830-825 a.C.
Autor
Profeta Joel
Versos Relevantes
2.12-14, 18, 25-27
Cristo em Joel
Prevê-se a vinda do Espírito Santo (2.28), que se cumprira após a ressurreição de Jesus (Pentecostes). Jesus Cristo é aquele que julga as Nações, mas que também restaura o seu povo.

O livro de Amós
Mensagem
Prepara-te para encontrar com seu Deus, ó Israel!
Divisões
Proclamação dos Julgamentos sobre as Nações
Proclamação dos Julgamentos contra Israel
Quadros dos Julgamentos descrito pelo profeta
Promessas posteriores ao julgamento

1                    2
3                    5
6                    7
8                    9

Tópicos
Sermões
Sinais

Indiciamento/Acusação
Encorajamento

Ouvintes
Israel (Samaria)
Tempo
Aproximadamente 760 a.C.
Autor
Profeta Amós
Versos Relevantes
3.1-2; 4.12; 5.15, 24
Cristo em Amós
Jesus Cristo tem toda autoridade para julgar e também para restaurar o Seu povo.

Utilização livre desde que citando a fonte
Guedes, Ivan Pereira
Mestre em Ciências da Religião.
me.ivanguedes@gmail.com
Outro Blog
http://historiologiaprotestante.blogspot.com.br/

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segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Natal: O Nome de Jesus – Maravilhoso (Isaías 9)


Nenhum dos profetas do Primeiro Testamento dedicou-se tanto às profecias Messiânicas quanto o profeta Isaías. É impossível uma clara compreensão da mensagem evangélica contida no Segundo Testamento se não tivéssemos os relatos proféticos de Isaías, por isso não poucos comentaristas e/ou estudiosos bíblicos o denominam de o “Quinto Evangelho” ou o “Profeta Evangélico”.
Ele se refere ao Messias em todos os seus aspectos humanos, nascimento, caráter bem como a obra que haveria de realizar e como sua mensagem ainda que revestida de poder divino encontrasse enorme resistência nos corações embrutecidos de seus contemporâneos, de maneira que seria morto da forma mais cruel, todavia venceria a morte e após reassumir seu lugar no trono da glória retornaria para reinar soberanamente sobre e com seu povo.
Logo após compartilhar o momento em que Deus o chama para o exercício de seu ministério profético (capto 6) Isaías faz um panorama dos impérios humanos, representado naquele momento pela Assíria e o Reino de Deus que haveria de ser implantado entre os homens (Captos 7-12).[1] No centro destes capítulos ele fala sobre uma criança que haveria de nascer para concretizar todas as expectativas messiânicas e pelo qual o Reino de Deus seria introduzido no mundo dos homens (capto 9).
O nascimento deste menino haverá de mudar totalmente a História não apenas de Israel e dos judeus, mas de todo o mundo. Ele fara resplandecer a luz em meio às trevas; libertara os cativos; acabara com as guerras e trará a paz definitiva entre os homens; e Isaías completa no verso 6: “...Ele receberá todo o poder, o governo de toda a terra. Estes serão os títulos de nobreza que Ele terá: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Poderoso, Pai-Eterno e Príncipe da Paz!". Todos estes títulos relacionados ao nome da criança deixa claro que Ele haverá de exceder a todos os reis que o antecederam – ele é o Messias!
E o Seu nome será MARAVILHOSO!
            O primeiro título que o menino recebe indica o sentido de “além do entendimento humano”, ou seja, este menino não pode ser classificado em nenhuma categoria humana, pela simples razão de que é o próprio Deus Eterno que na pessoa do Filho, despojando-se de toda sua glória divina, assume a plenitude de nossa humanidade com todas as suas limitações e finitudes, fome, sede, dor, alegria, tristeza.
Este primeiro nome da criança a nascer é rica em significado, gestada de verdade, um título sob o qual todas as demais haverão de se agasalharem. Tudo que se relaciona a Jesus é maravilhoso, extraordinário, magnifico. Seu nascimento de uma jovem que ainda não havia tido relacionamento sexual com seu futuro marido é algo fora do comum; sua vida desenvolve-se de forma admirável; seus ensinamentos foram e continuam sendo incomparáveis; seus milagres jamais foram superados; sua morte abalaram os alicerces e as fundações do Universo; sua ressurreição foi gloriosa e sua ascensão é algo maravilhoso.
            Quando nasce mais um herdeiro do trono inglês, com toda a pompa e cercado dos melhores médicos e no melhor hospital da Inglaterra, a mídia reveste o nascimento desta criança com todos os adjetivos encontrados nos dicionários e línguas humanas.
            Mas o nascimento do Rei dos Reis e Senhor dos Senhores ocorre de forma totalmente surpreendente. Jesus nasce em Belém uma das vilas mais humildes da Judéia, em uma singela estrebaria, e tendo por testemunha apenas alguns poucos pastores que avisados de forma angelical foram conferir se não haviam tido uma alucinação coletiva. Ele é maravilhoso porque vem para nos revelar a plenitude de Deus; ele veio para abençoar e não amaldiçoar; para curar e não para matar; para levantar o caído; para dar descanso ao exausto e exaurido; para pacificar e não fazer guerra; para dar vida e não morte.
Jesus foi tão maravilhoso que seus inimigos, para prendê-lo e mata-lo, tiveram que acusa-lo de fazer o bem! Ele em momento algum viveu em função de si mesmo, mas viveu intensamente em favor do outro; nunca rejeitou ninguém e amou os seus até o fim; se compadeceu dos que nada tinham e dos que nada eram; viveu para buscar o perdido e para restaurar os feridos.
Mas certamente a grande maravilha manifestada a nós por Jesus é seu amor desmedido e manifestado na cruz, pelo qual nós podemos ser salvos, como bem expressa um de nossos hinos:
No céu, na terra, que maravilhas
Vai operando o poder do Senhor!
Mas seu amor, aos homens perdidos,
Das maravilhas é sempre a maior.

Você tem conhecido e experimentado desse Maravilhoso Jesus? O natal possibilita uma grande oportunidade para trazermos à memória e redescobrirmos o quanto Jesus é extraordinário, o quanto ele é Maravilhoso!
           
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Guedes, Ivan Pereira
Mestre em Ciências da Religião.
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[1] Alguns comentaristas denominam estes capítulos como “O livro de Emanuel” o que representa bem o conteúdo da mensagem neles contido. 

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Profetas: Os Doze Notáveis – Sua Relevância no Novo Testamento


            Há poucas informações pessoais sobre este grupo de profetas, em alguns casos, tudo o que temos é o livro que trás seu nome. Alguns são bastante populares (por exemplo, Jonas), outros são bastante desconhecidos (por exemplo, Obadias). Alguns exerceram um ministério mais longo e outros – inferindo do que sabemos de seus escritos - pode ter sido bastante curto (por exemplo, o livro de Ageu abrange um período de alguns meses).
            Apesar de serem relegados à periferia das pregações evangélicas e desconhecidos pelos evangélicos de forma geral, estes profetas foram amplamente referido na literatura do Segundo Testamento. Isso faz sentido quando entendemos que a inspiração é o que faz os escritos contidos na bíblia significativos - pouco importa se o registro contém apenas alguns parágrafos ou muitas páginas, pois tudo o que Deus falou através de cada um deles é inspirado e digno de nossa atenção, como tão bem esclarece Pedro, "a profecia nunca veio pela vontade do homem, mas homens separados por Deus falaram movidos pelo Espírito Santo" (1Pe 1.21).
A título de ilustração vejamos algumas das passagens importantes destes profetas que foram utilizadas pelos escritores neotestamentários:
a) Lucas 11. 29-30 - Jesus se referiu ao "Sinal do Profeta Jonas:" E enquanto as multidões se juntaram grosseiramente, ele começou a dizer: "Esta é uma geração do mal. Procura um sinal, e nenhum sinal será dado a ele, exceto o sinal de Jonas, o profeta. Pois, como Jonas tornou-se um sinal para os Ninivitas, então também O Filho do Homem será para esta geração". Quem melhor poderia referendar e valorizar a mensagem profética de Jonas do que o próprio Senhor Jesus. Ele compara o Seu ministério com o de Jonas, que advertiu Nínive. Mas diferentemente dos ninivitas os moradores de Jerusalém e a grande maioria dos judeus não crerão e nem se arrependeram.
b) Habacuque 2.4 - "O justo viverá pela fé". Esta pequena e singela frase pronunciada na pregação do profeta do século XVIII  a.C. e  que foi reproduzida na epístola escrita pelo apóstolo Paulo e dirigida às comunidades cristãs na cidade de Roma, no primeiro século, tornar-se-á o estopim da maior Reforma experimentada pela Igreja Cristã no século XVI.
c) Miqueias 5.2 - Quando os sábios do Oriente vieram a Herodes perguntando sobre o paradeiro do nascimento do rei dos judeus, foi o livro do profeta Miqueias, que forneceu o responda. O evangelista Mateus (2.4-6) registra o que aconteceu: E quando [Herodes] reuniu todos os principais sacerdotes e escribas, perguntou a eles onde o Cristo iria nascer e assim eles disseram a ele: “Em Belém da Judéia, pois assim está escrito pela profeta: ‘E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as principais de Judá; porque de ti sairá o Guia que há de apascentar a meu povo, Israel’”. 
d) Oséias 11.1 – Alertado em sonho José conduz Maria e o menino Jesus para o Egito, fugindo assim da ira mortal de Herodes. Após a morte do rei genocida José é comunicado que pode retornar novamente para sua terra, e o evangelista Mateus se utiliza da expressão do profeta Oséias (11.1) que faz referência ao êxodo dos israelitas do Egito, para ilustrar que Jesus é o novo êxodo, não apenas para os israelitas, mas para todos os que nele crerem: “para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor, por intermédio do profeta: ‘Do Egito chamei o meu filho’”.
e) Zacarias 11.12 e 12.10 - O valor de 30 moedas (peças) de prata, referente ao preço de um escravo, pelas quais Judas trairia o seu Mestre, foi proferido pelo profeta: “Se acharem melhor assim, paguem-me; se não, não me paguem. Então eles me pagaram trinta moedas de prata”. É desse mesmo profeta que vem a descrição de como Jesus faria sua derradeira entrada na cidade de Jerusalém ovacionado pela multidão: “Alegre-se muito, cidade de Sião! Exulte, Jerusalém! Eis que o seu rei vem a você, justo e vitorioso, humilde e montado num jumento, um jumentinho, cria de jumenta” (Zc 9.9, cf. Mt 21.5). Coube a esse profeta visualizar o terrível equívoco dos judeus em relação ao seu Messias: “Olharão para mim, aquele a quem traspassaram, e chorarão por ele como quem chora a perda de um filho único, e lamentarão amargamente por ele como quem lamenta a perda do filho mais velho” (Zc 12.10, cf. João 19.37).
f) Malaquias 3.1 e 4.5-6 – È dos registros desse último dos profetas que vem a referência sobre o ministério preparatório de João Batista: “Vejam, eu enviarei o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de mim. E então, de repente, o Senhor que vocês buscam virá para o seu templo; o mensageiro da aliança, aquele que vocês desejam, virá", (Ml. 3. 1). São desse profeta as palavras que apontam para figura histórica do profeta Elias como indicador da vinda do Dia do Senhor e do seu Messias, com o qual Jesus relaciona diretamente ao ministério veemente de João Batista (Ml 4.5-6; cf. Mt 11.14; 17.10-13).
 g) Joel 2 e 3 - Alguns dos eventos mais temíveis e sombrios associados ao retorno de Cristo, no final dos tempos, é registrado por outro profeta desta seleta coleção - Joel - sobre o "Dia do Senhor" (Joel 2 e 3): “Multidões, multidões no vale da Decisão! Pois o dia do Senhor está próximo, no vale da Decisão. O sol e a lua escurecerão, e as estrelas já não brilharão. O Senhor rugirá de Sião e de Jerusalém levantará a sua voz; a terra e o céu tremerão. Mas o Senhor será um refúgio para o seu povo, uma fortaleza para Israel” (Jl 3.14-16).
Estas são apenas uma pequena amostra das riquezas a serem encontradas nesta negligenciada coleção dos Doze Notáveis.

Razões Para Estudarmos Estes Profetas
ü  É impossível compreendermos a genuína mensagem da Bíblia e entender muito do que Jesus disse e fez sem uma compreensão razoável do Primeiro Testamento. A negligência do Primeiro Testamento tem produzido uma distorção na interpretação de Cristo e sua mensagem. Uma vez que os Doze são parte integrante da primeira parte da revelação bíblica, eles tornam-se indispensáveis para uma interpretação correta da mensagem bíblica.
ü  Uma vez que toda a Bíblia é inspirada por Deus e útil para uma vida cristã autentica, o estudo dos Doze em hipótese alguma pode ser negligenciado.
ü  Para uma compreensão de uma fé completamente integrada à realidade humana é fundamental a compreensão da mensagem contida nestes escritos proféticos dos Doze. Suas mensagens são direcionadas a todas as esferas: sociais, religiosas, econômicas, políticas e judiciais.
ü  É no conjunto destes doze profetas que haveremos de encontrar uma visão mais completa do desenvolvimento histórico de Israel/Judá desde os tempos de Salomão, através do Reino dividido, a queda subsequente do Reino do Norte para a Assíria e o Reino do Sul para a Babilônia e, finalmente, a restauração do remanescente que retorna da Babilônia para reconstruir Jerusalém antes para o tempo do NT.
ü  Esses profetas e suas mensagens nos pintam um quadro muito vivido do caráter de Deus: sua Justiça e sua Graça se equilibram de forma perfeita em sua relação com Seu povo. Serve de alerta a todas as nações de que assim como Deus tratou com Israel/Judá, assim Ele haverá de trata-los também.
Na organização canônica proposta pela versão grega da Septuaginta e adotada por nossas versões em português (inglês) coube aos Doze concluírem a literatura não apenas profética, mas de toda literatura bíblica contida no Primeiro Testamento. Com a mensagem de Malaquias cessa-se a voz de Deus e somente quatrocentos anos depois, com a pregação de João Batista ouvir-se-á novamente a voz de Deus ressoando aos ouvidos de seu povo.


Utilização livre desde que citando a fonte
Guedes, Ivan Pereira
Mestre em Ciências da Religião.
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Referências Bibliográficas
BRIGTH, J. História de Israel. São Paulo: Ed. Paulus, 1980.
FALCÃO, Silas Alves. Panorama do Velho Testamento – os livros proféticos. Rio de Janeiro: Casa Publicadora Batista, 1965.
FEINBERG, Charles L. Os profetas menores. Tradução: Luiz A. Caruso. Florida: Editora Vida, 1998.
FRANCISCO, Clyde T. Introdução ao Velho Testamento. Rio de Janeiro: Junta de Educação Religiosa e Publicações (JUERP), 1969.
LASOR, W. Sanford, DAVI A. Hubbard e FREDERIC W. Bush. Panorama del Antiguo Testamento - Mensaje, forma y transfondo del Antiguo Testamento. Buenos Aires: Ed. Nueva Creacion, 1995.
ROBINSON, Jorge L. Los doce profetas menores. Texas: Casa Bautista de Publicciones, 1982.

SICRE, José Luís. Profetismo em Israel – o profeta, os profetas, a mensagem. Tradução: João Luís Baraúna. Petrópolis: Editora Vozes, 2002.